“Bem-vindos ao É PROIBIDO MIAR”

Encerramos a temporada do espetáculo infantil “É proibido miar”…,

Sucesso de público em todas as sessões.

Muito bom receber uma peça que incorpora em sua dramaturgia recursos de acessibilidade, a fim de democratizar o acesso à cultura para todos!

Muito obrigada!

Em outubro, no mês da criança…, tem mais !!!

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ADOOOOOOORO ver teatro infantil bem feito…o RS já foi conhecido no Brasil inteiro por sua qualidade nos espetáculos para os pequenos, por isto RECOMENDO MUUUUUUITO o ” É Proibido Miar” na sala Álvaro Moreyra sábados e domingos ás 16 h (último fim de semana da temporada). É um trabalho emocionante onde ficam marcados a entrega e sintonia dos atores, Juliana Kersting, Douglas Dias, Dani Dutra e Joana Amaral (muito legal a Joana).; visível a mão segura na direção de Denis Gosch., a Iluminação do Casemiro Azevedo é preciosa,.o trabalho vai pegando o publico e cativando até o emocionante e filosófico final…..não quero dar spoiler, então……..VÁ, VÁ, VÁ…………..

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“É Proibido Miar: Um engenheiro especialista em acessibilidade e inclusão social, também portador de deficiência, explicou para um grupo do qual eu fazia parte que “Uma coisa é criar um ambiente e serviços direcionados para as necessidades de um segmento social.Isto é Acessibilidade. Outra é criar um ambiente e serviços com acesso a todas as pessoas, deficientes ou não, desfrutarem juntas. Isto é Inclusão Social. O ideal é acessibilidade com ampla inclusão.”

Este conceito me marcou muito e hoje, assistindo ao espetáculo, É PROIBIDO MIAR da MA Companhia, dirigido por Denis Gosch, eu vivi este conceito!

A riqueza e fluidez das linguagens, Libras, Audiodescrição incorporadas à dinâmica e sensibilidade teatral, uniram à todos na plateia em uma apreciação integrada. Acredito que assistir ao espetáculo sentindo a pulsação e energia dos atores comunicando diretamente com a plateia seja pela visão no caso dos deficientes auditivos ou pela audição no caso dos deficientes visuais, deve conferir um envolvimento muito maior com a obra.Ao mesmo tempo em que os espectadores regulares não sentem o menor distanciamento.

Atores super entregues a dinâmica e curtindo com brilho no olhar. Gente muito da boa!

Cenário e figurinos suficientes, proposta que eu respeito muito!

Uma iluminação que dialoga com a linguagem, compõe e coaduna com a linguagem.

Um texto lindo sobre identidade e aceitação.

Um trabalho que vai marcar a trajetória do teatro infantil!

Parabéns, Juliana Kersting, Dani Dutra, Joana Amaral, Douglas Dias, Denis Gosh, Ricardo Zigomático, Casemiro Azevedo e toda a galera que se envolveu e enriqueceu o processo!

Não deixem de assistir!”

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“Bárbaro, gente! É isso! Divertido demais, “ri litros”, atores super disponíveis!!!! Na fila de entrada já fiquei contente ao abrir o programa/cartaz e ver fonte ampliada… que maravilha… porque se eu tivesse esquecido meus óculos pra leitura, teria conseguido ler!!!! Imagina as pessoas com baixa visão, que coisa bem boa poder ler um programa de espetáculo, pq ali tem uma fonte que lhes permite isso! Inclusão! Ótimo acolhimento à diversidade! \0/ \0/

Fantástico observar as crianças da plateia tentando imitar os sinais de Libras, que os atores faziam e esticando a cabecinha pra cima, acompanhando o que a audiodescrição lhes apontava, lhes chamava a atenção (os refletores no teto, a cor das paredes e da luz, a projeção nas cortinas,…). Se pras crianças cegas isso é fundamental pra conhecerem o ambiente, pras crianças/pais que enxergam é um plus, é um despertar pros outros elementos que fazem uma cena, além do que está na sua frente. Adorei as referências ao Diário de um Banana: “cutuca, cutuca, cutuca”, que tanto aproxima do texto as que já conhecem este livro, como auxilia as que não enxergam a entender que isso está acontecendo em cena. Tão legal explicar no início o que é Libras e o que é Audiodescrição e pra que serve! Libras já é mais conhecida, mas AD… puxa, quantas pessoas hoje foram pra casa entendendo este recurso! PARABÉNS! Vida longa e que muitos outros espetáculos assim aconteçam! \0/ \0/ \0/”

“Agradeço de coração toda a atenção dispensada a mim e a Beatriz. com certeza este momento ficará em nossa memória, como a primeira vez que a levei ao teatro e também a primeira vez em que assistimos a um espetáculo onde fomos verdadeiramente incluídos.”

 

Neste último sábado 11/07, compareci na maravilhosa estreia do teatro “É Proibido Miar“, foi tão criativa e me senti criança outra vez, pude acompanhar a cada instante como se eu estivesse fazendo parte da história, pois os próprios atores se comunicavam por LIBRAS enquanto encanavam, e também traziam a ÁUDIO-DESCRIÇÃO para o palco. Vocês sabem o que é ÁUDIO-DESCRIÇÃO? São falas que descrevem o que está sendo “visto” para as pessoas com deficiência visual, os detalhes que se passam nas cenas tanto nos teatros como nos filmes!! Conheci este novo mundo, uma experiência única que também me possibilitou a me colocar no lugar do outro, um outro olhar e uma nova percepção!!

Também acompanhei o Tour-Tátil antes de começar o teatro, as pessoas com deficiência-visual tiveram a preciosa oportunidade de tocar todos os figurinos que tinham as orelhas de cachorros e de um do gato, as roupas tinham as texturas diferentes para serem sentidas por eles!! E cada ator fazia uma áudio-descrição das roupas que usavam, e ainda mais recebiam esta história de Pedro Bandeira na versão em BRAILLE.

As crianças que estavam na plateia estavam de olhos arregalados de tanta alegria, choraminguei de tanta emoção!! No final, todos foram aplaudidos em pé!! Parabéns a esta equipe fantástica de teatro!!

E ainda não terminou, a peça ocorrerá nos sábados e domingos até 09/08 em Porto Alegre, na Av. Érico Veríssimo 307, na sala Álvaro Moreyra. No próximo fim de semana tem mais, não percam!!

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Miau - Patricia

Fazia tempo que eu não surpreendia tanto com um espetáculo e fiquei realmente estarrecida quando vi “É Proibido Miar”, um espetáculo que eleva a palavra “inclusivo” para outro patamar. Eu já tinha ouvido falar que tinha audiodescrição (para cegos), que tinha libras (para surdos) mas achava que essas “traduções” eram externas à obra.  Tomei um susto quando vi que estava tudo dentro, com os atores agindo enquanto se descrevem e falam em libras enquanto falam com a voz. Parece estranho? O melhor é que não! Essas linguagens criam muitas camadas e mesmo quem tem todos os sentidos funcionando perfeitamente é capaz de ver coisas que não veria em outra peça, ou que não prestaria atenção, como detalhes de cenário, figurino, expressões que são descritos pelos atores. Também as pessoas passam a perceber melhor a platéia e imaginar como o cego ou o surdo estão percebendo a experiência. Ou seja,  na prática, ninguém percebe as coisas da mesma forma, com ou sem os 5 sentidos (ou 6) e esse trabalho ajuda a refletir sobre isso. Os atores são geniais e conseguem fazer vários papéis sem confundir a cabeça de ninguém, num texto que não subestima ninguém. Tem piada com cego, com surdo e com quem não é cego nem surdo, já que o humor não depende dessas coisas. E é claro que o texto também fala do preconceito e do isolamento sofridos pelos “diferentes”, como no caso do cachorro que mia ao invés de latir.

É um “espetáculo infantil” só porque acontece de tarde e a história que deu base à dramaturgia é infantil, mas os adultos se deliciaram.  Fica em cartaz até 9 de Agosto na Sala Álvaro Moreyra e é a minha recomendação pra quem quer ver algo diferente de tudo que já se viu. Direção do Denis Gosch, adaptação dramatúrgica do Daniel Colin, montagem da MA Compania, produção da Fio. Gênios.  A bientôt!

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